quarta-feira, 12 de março de 2008

Secular

Na floresta secular sombria, virgem do passo humano e do machado, como escrita por olavo bilac, existiu um unico passo (o amor), que sozinho mudou todo um plantio que alí habitava.
Andando em florestas seculares como esta que ora parecem obscuras, ora parecem claras e transparentes, eu percebo que as minhas pegadas parecem sempre muito identicas, mas quando olho para trás vejo que a intensidade, efeito, e consequencias dessas pegadas não são as mesmas. Então elas não são tão iguais assim.
Olhando as pegadas, lembro que por vezes preciso andar, e as vezes correr... As vezes dançar, e deitar.
Antes eu pensava que não adiantava andar somente. Que era necessário também parar de vez em quando, sentar em uma pedra e refletir. Pena que eu tenha levado isso a sério demais...
Acabei por sentar, refletir e papear tanto que nao me sobrou tempo, espaço nos pensamentos e talvez nem forças... Minhas pernas quase atrofiaram.
Penso olhando pras minhas singelas pegadas, que entender como andar, e parar quando tiver sede e fome, é o mais sábio. Assim se come, bebe e pensa enquanto isso.
Sábio... Esse conceito muda muito. Muda muito.
Acho que os sabios caminharam tudo o que eu tenho pra caminhar. E são merecedores desse titulo porque entendem que talvez, ate mesmo um caminho que eu ja percorri, eles possam ainda nao conhecer... Vêem que o mundo é uma grande maquina de lavar, jogando tudo de um lado pro outro...Tá, não com essas palavras talvez. Enfim...
Agora preciso ir. Tenho cavadas mais fortes pra fazer com os pés, ou seja, muito o que caminhar.

1 comentários:

Tiago Júlio disse...

Se não fosse uns pormenores esse seria o meu favorito.
Ficou bem claro e ao mesmo tempo subjeitov. Dá pra captar bacana a mensagem principal dele.