segunda-feira, 14 de abril de 2008

Stairway to heaven



O que o ser humano necessita é de alguém que dê asas ao que ele deseja ser. Quando abafados, os 'eus' morrem e somente resta a objetividade sem graça alguma que a ausência de paixão e credibilidade no que imaginamos ser nos proporciona. Na verdade, somos elementarmente tudo isso, não é justo portanto cometer tantos assassinatos.
O mistério e o encanto temperam o impossível. E não mais aguento a censura da morte dos meus 'eus'.




quarta-feira, 12 de março de 2008

Parede

Andar, dentro dessas paredes de um lado para o outro mexendo em uma coisinha aqui outra acolá...

As pernas quebradas, já nao sentem mais a graça do toque caminhando..

Sentar novamente significa sucumbir...

Levantar e andar, é alegria. Nem que seja aqui dentro.

Quatro paredes, só isso.

Ainda melhor do que nada.

Garotinha

Era complicado entender a mente dessa menina... A garotinha, residia num famigerado morro do rio de janeiro. Como muita gente lá, passou por muita coisa, e internamente sentiu tudo o que podia julgar pior do que morrer. Seu pai, um crápula desses fora o responsável por isso tudo. Abusou dela, dilacerou o imaturo ânus, a contagiou com gonorréia na boca e garganta... O rostinho dava pena de se ver. Tomado pela doença, e apavorada por não saber o porque de isso acontecer com ela. Tão pequenininha, tão bonitinha.
E agora?
Aproveitou-se de um dia que o pai dormira, escondeu-se e roubou a chave de casa, que permanecia sempre trancada. Na primeira oportunidade, saiu sem rumo em busca de ajuda. Quem encontrou? O traficante dono do morro.
O cara, não exitou. Foi até a casa dela, e sem esperar o pai dizer uma palavra, sequer acordar, o matou com tiros na cabeça e no peito.
Ela, apesar de horrorizada, sentia que seria melhor assim.
O homem a encaminhou para uma moça de fora da favela, uma bonitona assistente social que sempre ia lá. A mulher se comoveu com o caso, e deu fim na própria solidão adotando a pequenina. A garota demorou cerca de seis meses pra se recuperar da doença. E agora? Quem é certo? Quem é errado?
A confusa mente dela, agora uma mulher, até hoje se pergunta se todas essas coisas na qual a sociedade se prende, realmente valem de algo..
Como pessoa, eu, que escrevo este texto, imagino o quão interessante é olhar de fora estes diferentes pontos de vista. Quando se entra em um lugar desses, se vê que a consciencia dos outros ultrapassam nossos valores, confundem tudo o que aprendemos.
E isso tudo me faz pensar... Quem é pior afinal?
Polícia ou ladrão? Os estereótipos acabaram, e o tempo todo um muda de lugar com o outro.
Está tudo ficando rapidamente caótico, indo de encontro à uma explosão, e que eu não sei quando acontecerá e nem como acabará.
Assim em breve nossa espécie entrará em ruínas... Mas pra ser sincera, acho que não merecemos mais do que isso.
Talvez, a coisa mais estúpida que possa ter sido pensado, é que o ser humano é um animal racional... Eu nunca vi outro animal com um comportamento tão auto-destrutivo.
Eu até apostaria na mudança com a minha geração. Mas eu tenho tanta vergonha dela, que prefiro nem mencionar.

Vai ser difícil.
Porém, o pior(?) de tudo, é que ainda tenho esperanças...

Flor dourada

Vamos guerreiro! Corra, ou perderá sua única oportunidade de mostrar algum valor.
Mas depois, envolto de um carinho tão diferente quanto o que vem pelo final citado aqui, regozija como umas partes de músicas sequenciadas, uma escala, uma batida única nas cordas, assim se faz no mesmo movimento o acariciado dos dedos no rosto.
Em paralelo unico, é fácil de associar uma diretriz à outra. Torna também mais fácil seguir...
O respirar fundo, o enfrento com coragem.
Um fio de espada, uma lamina num douro desigual...
A rosa incomparavel, a mais amada...
A [misteriosa] maldição da flor dourada.

Burro.

Eu vejo a arrogancia mergulhando nos seus olhos... vejo sua expressão face-corporal de empino, e pelo canto, uma movimentação lenta e fria... De quem quer mostrar exatamente o que sabe e o que pode fazer. Voce quer mostrar sua soberania e o que tem, pra todos os que te rodeiam... E peca.
Até aqueles que não exteriorizam, sabem do seu erro, e o detestam. Vêem aquilo que voce quer mostrar de um jeito, mas mostra doutro. Não existe essa segurança aparente...
Não existe...
No lugar disso, insegurança de quem realmente não acredita em si pra praticamente nada. Não acredita se alguém não disser que serve de algo...
E se voce fosse um pouquinho, somente um pouquinho mais esperto...
Esqueceria tudo... E lutaria só pra voce.
Pra ninguém mais, só voce.
Otário.

Doce, doce

-Não desejo me despedir.
Contudo, foi minha escolha e essa é a moeda a se pagar.
Adeus doçura...Eu sinto muito,
Muito mesmo.
-Você volta?
-Se tudo der errado... Talvez.

Espetáculo

A lástima, é a canção silenciosa do prelúdio para uma nova composição. É como a música de orquestra, que vai vagarosamente atentando por dentro, e vai contando até explodir.

E por ventura da inércia, continua a sacolejar, até que se finalize com o ego partido em humildade. O humilde final, que em hora prévia e certa, anunciou a maravilha sonora que esteve por vir.

Todo o pelejo para a perfeição da obra, não foi mero acaso, chefe...